← Voltar ao Blog Mulher de meia-idade na cozinha medindo a cintura com uma fita métrica

Foto: https://kaboompics.com/ / Pexels

O que é gordura visceral? É a gordura que se acumula dentro da cavidade abdominal, ao redor de órgãos como fígado, pâncreas e intestino. Ela é metabolicamente ativa, libera substâncias inflamatórias e está ligada a maior risco de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2.

Gordura visceral em palavras simples

O nome vem de "vísceras". Ela fica entre os órgãos internos da região abdominal. Segundo a Alta Diagnósticos, ela se forma quando o corpo armazena mais energia do que gasta e o excesso de calorias vai para as células de gordura.

O Lusíadas Saúde explica que essa gordura envolve fígado, estômago e intestino, e até o coração. Ela não é só vilã: funciona como reserva de energia e protege fisicamente os órgãos do abdômen. O problema aparece quando ela se acumula em excesso.

Uma parte dela fica no grande epíploon, também chamado de grande omento. É uma espécie de prega que cai do estômago e cobre os órgãos do abdômen. Esse tecido tem funções imunitárias e fisiológicas, mas também acumula gordura.

As células de gordura nessa região são maiores e menos numerosas. Segundo o médico Rui Ribeiro, ouvido pelo Lusíadas Saúde, elas são muito ativas por causa das substâncias que liberam. É por isso que ela é tratada como um tecido que "trabalha", e não como um simples estoque.

Qual a diferença entre gordura visceral e gordura abdominal?

"Gordura abdominal" descreve onde a gordura está: na barriga. Já a gordura visceral é um dos tipos que podem estar ali. O outro é a gordura que fica sob a pele.

Segundo o Lusíadas Saúde, a gordura visceral, somada à gordura subdérmica do abdômen, forma a típica "barriguinha" ou a cintura larga. Ou seja, a barriga que você vê e pega com a mão não é só visceral.

A Alta Diagnósticos lembra que a gordura visceral muitas vezes é invisível a olho nu. Ela pode ser detectada por exames específicos. Olhar no espelho, portanto, não basta para saber quanto dela você tem.

O volume da barriga também pesa por si só. O Lusíadas Saúde afirma que a pressão sobre os outros órgãos pode provocar hérnias umbilicais, inguinais e refluxo gastroesofágico.

O que é gordura subcutânea?

É a gordura que fica logo abaixo da pele. Segundo a Alta Diagnósticos, ela serve como reserva de energia para o corpo. É a gordura que você consegue ver e pinçar.

A diferença entre as duas está na localização e na atividade metabólica:

  • Subcutânea: fica sob a pele e funciona como reserva de energia.
  • Visceral: fica na cavidade abdominal, ao redor dos órgãos, e libera substâncias inflamatórias.

A mesma fonte afirma que a gordura visceral é mais difícil de eliminar do que a subcutânea. Por isso, o foco precisa ser o conjunto de hábitos, e não soluções rápidas para "secar a barriga".

O que muda depois dos 40

Com o passar dos anos, o metabolismo tende a ficar mais lento. A Alta Diagnósticos aponta que isso facilita o acúmulo de gordura no corpo. O envelhecimento entra na lista de fatores que favorecem a gordura visceral.

Para as mulheres, há um fator extra. A Tua Saúde cita as alterações hormonais, especialmente na menopausa, entre os motivos que influenciam como o corpo distribui a gordura. A predisposição genética também conta.

Outros fatores listados pelas fontes:

  • alimentação rica em açúcares e gorduras saturadas;
  • sedentarismo;
  • estresse crônico, com níveis elevados de cortisol;
  • sono ruim ou insuficiente;
  • tabagismo.

Ainda existe um componente genético pouco compreendido. O médico ouvido pelo Lusíadas Saúde diz que há pessoas com mais tendência a acumular gordura visceral, mas que os fatores ainda não são conhecidos. Isso explica por que duas pessoas com hábitos parecidos podem ter resultados diferentes.

O que a ciência sabe sobre os riscos

O ponto central é a atividade da gordura visceral. Segundo o Lusíadas Saúde, ela produz substâncias pró-inflamatórias ligadas ao aparecimento de hipertensão, diabetes e alterações de colesterol e triglicérides. Se esse tema é novo para você, veja o guia sobre colesterol depois dos 40 e o texto sobre triglicerídeos altos e seus sinais.

No diabetes tipo 2, essas substâncias contribuem para que músculos e fígado resistam à insulina. Sem a ação dela, o açúcar começa a se acumular no sangue.

A gordura visceral também mexe com a fome. O Lusíadas Saúde descreve a leptina, hormônio da saciedade. Em pessoas com obesidade, o organismo ganha resistência a ela. Fica mais difícil sentir-se satisfeita, e a pessoa tende a comer mais.

O fígado também sofre. O excesso de gordura visceral se reflete nele, e o Lusíadas Saúde afirma que o fígado gordo não tem tratamento medicamentoso ou cirúrgico. Segundo a fonte, só a redução de peso pode contrariar essa situação.

Somando as fontes Tua Saúde e Alta Diagnósticos, o excesso de gordura visceral aparece associado a:

  • infarto, aterosclerose e AVC;
  • diabetes tipo 2 e resistência à insulina;
  • pressão alta;
  • gordura no fígado e insuficiência hepática;
  • câncer de mama ou colorretal;
  • problemas cognitivos, como a doença de Alzheimer;
  • apneia do sono e queda de fertilidade.

Em contexto mais amplo, a Alta Diagnósticos cita uma pesquisa da Fiocruz Brasília apresentada em 2024. Ela sugere que, até 2044, três quartos dos adultos brasileiros terão obesidade ou sobrepeso.

Como saber se você tem gordura visceral em excesso

Alguns sinais podem indicar o excesso, segundo a Alta Diagnósticos: aumento da circunferência abdominal, resistência à insulina, alterações no colesterol, fadiga frequente, dificuldade de perder peso e alterações hormonais. Eles não confirmam nada sozinhos.

Medidas que você pode fazer em casa

A Tua Saúde indica medir a cintura com a fita na altura do umbigo, sem contrair a barriga. Em mulheres, acima de 80 cm já é considerado risco. O Lusíadas Saúde traz o mesmo limite, mas ressalta que a medida é só uma forma imediata de perceber o risco.

Outras contas citadas pela Tua Saúde:

  • Cintura dividida pela altura: acima de 0,5 indica maior risco de gordura abdominal e problemas cardiovasculares.
  • Cintura dividida pelo quadril: em mulheres, 0,85 ou mais indica maior acúmulo de gordura visceral.
  • IMC acima de 30: indica obesidade, frequentemente associada a mais gordura visceral.

Exames

Para medir de fato, o Lusíadas Saúde cita tomografia, ressonância magnética e ecografia. A Alta Diagnósticos diz que tomografia e ressonância são as mais precisas. A bioimpedância é prática e rápida, mas menos precisa.

Exames de sangue, como colesterol, triglicerídeos e glicemia de jejum, ajudam o médico a ver os efeitos no metabolismo. A Tua Saúde acrescenta que não existe um percentual "ideal" padronizado de gordura visceral. A recomendação é mantê-la baixa.

Mulher medindo a circunferência da cintura com fita métrica na altura do umbigo
A fita métrica dá uma pista do risco, mas só o médico faz a avaliação. Foto: beasternchen / Pixabay

Quais alimentos aumentam a gordura visceral?

A Tua Saúde associa o acúmulo a uma alimentação rica em açúcares, gorduras saturadas e ultraprocessados. Nenhum alimento age sozinho. O que pesa é o padrão do dia a dia, somado ao sedentarismo.

Os grupos que as fontes mandam limitar ou evitar:

  • Ultraprocessados e embutidos: salsichas, hambúrgueres e cachorros-quentes.
  • Frituras e fast food: pizzas, refeições pré-cozidas e batatas fritas, que segundo a Tua Saúde promovem acúmulo de gordura abdominal.
  • Açúcar e gorduras trans: biscoitos, bolos, doces, chocolate, refrigerantes, maionese, molhos processados, cream cheese e queijos amarelos.
  • Alimentos ricos em sódio e gordura: a Alta Diagnósticos orienta evitar ultraprocessados com esse perfil.

O álcool também entra na conta. O médico ouvido pelo Lusíadas Saúde afirma que quem ingere muito álcool tende a ter mais gordura visceral.

Isso não significa cortar tudo de uma vez. Significa que esses itens não devem ser a base da sua rotina alimentar.

O que fazer no dia a dia

A Alta Diagnósticos resume: a melhor forma de reduzir a gordura visceral é mudar o estilo de vida, com o objetivo de eliminar o excesso de peso corporal. Isso envolve quatro frentes.

Alimentação

Priorize fibras, alimentos in natura, proteínas magras e gorduras saudáveis. A Tua Saúde cita frutas, folhas verdes, legumes, peixe, frango, ovos, cereais integrais, oleaginosas e sementes. Para entender quanto de proteína faz sentido nessa fase, leia o texto sobre proteína para mulheres acima de 40.

Movimento

A Tua Saúde recomenda exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida, natação, ciclismo ou pular corda. A meta indicada é de pelo menos 30 minutos por dia, todos os dias, ou 60 minutos, três vezes por semana. Os exercícios que favorecem o ganho de massa muscular também entram.

A Alta Diagnósticos acrescenta que estudos indicam que treinos intervalados de alta intensidade (HIIT) são particularmente importantes. Quem está começando deve combinar isso com um educador físico.

Sono e estresse

Estresse crônico e sono ruim favorecem o acúmulo, e o Lusíadas Saúde inclui evitar o estresse e dormir o necessário entre as medidas de prevenção. A Tua Saúde relaciona a gordura visceral à baixa qualidade do sono e ao cortisol alto.

Acompanhamento

A Alta Diagnósticos reforça que o acompanhamento médico e nutricional é muito importante. Um nutricionista pode planejar a alimentação, e um educador físico orienta os treinos. A melhora vem de hábitos mantidos ao longo do tempo, não de promessas rápidas.

Mulher madura fazendo caminhada em um parque durante a manhã
Exercício aeróbico regular é uma das medidas para reduzir a gordura visceral. Foto: Liliana Drew / Pexels

Mitos e verdades

  • "Só quem está acima do peso tem gordura visceral." Mito. O Lusíadas Saúde afirma que pessoas magras nem sempre estão imunes. Há uma componente genética nisso.
  • "A fita métrica faz o diagnóstico." Mito. Ela mostra risco. A avaliação deve ser sempre feita por um médico.
  • "Gordura visceral e subcutânea são a mesma coisa." Mito. Uma fica sob a pele. A outra envolve os órgãos e libera substâncias inflamatórias.
  • "A bioimpedância é tão precisa quanto a tomografia." Mito. A Alta Diagnósticos a descreve como menos precisa que os exames de imagem.
  • "Gordura visceral é só questão estética." Mito. As fontes ligam o excesso a doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e outros problemas.
  • "Hábitos como alimentação e exercício fazem diferença." Verdade. Para quem já tem excesso, o Lusíadas Saúde diz que dieta e exercício são fundamentais.

Perguntas frequentes

Gordura visceral dá sintomas?

Nem sempre de forma clara. A Alta Diagnósticos cita sinais como cintura maior, fadiga e dificuldade de perder peso. Eles também podem ter outras causas, então só a avaliação médica esclarece.

Existe um valor ideal de gordura visceral?

Segundo a Tua Saúde, não há um percentual ideal padronizado na prática clínica. A orientação é manter os níveis baixos, porque o excesso aumenta o risco de ataque cardíaco, diabetes tipo 2, pressão alta e gordura no fígado.

Dá para eliminar só a gordura da barriga?

As fontes não indicam isso. A recomendação é combinar alimentação equilibrada, exercício, sono adequado e controle do estresse, para reduzir o excesso de gordura no corpo como um todo.

Que especialista procurar?

A Alta Diagnósticos indica endocrinologista ou nutrólogo, que pedem exames e orientam o tratamento. A Tua Saúde sugere acompanhamento com cardiologista para prevenir doenças cardiovasculares.

Quando procurar um médico

Procure atendimento se a sua cintura passa de 80 cm ou se você tem dificuldade persistente de perder peso. O mesmo vale para fadiga frequente ou alterações em exames de colesterol, triglicerídeos ou glicemia. Só o médico pode avaliar o seu caso.

Ele poderá pedir exames de imagem ou de sangue e indicar o acompanhamento adequado. Se você já tem diabetes, pressão alta ou gordura no fígado, converse sobre a gordura visceral na próxima consulta. Não inicie dietas restritivas ou suplementos por conta própria.

Resumindo

  • Gordura visceral é a que fica na cavidade abdominal, ao redor de órgãos como fígado, pâncreas e intestino.
  • Ela é metabolicamente ativa e libera substâncias inflamatórias.
  • Gordura abdominal descreve a região. Ela inclui a visceral e a gordura sob a pele.
  • Envelhecimento, menopausa, genética, sono ruim, estresse e má alimentação favorecem o acúmulo.
  • Cintura acima de 80 cm em mulheres indica risco, mas o exame médico é que avalia.
  • Ultraprocessados, frituras, açúcar e álcool em excesso pesam contra você.
  • Alimentação equilibrada, exercício, sono e controle do estresse são a base para reduzir o excesso.

Fontes

Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um profissional de saúde.

Pronto para transformar seu corpo aos 40+?

Mounjaxi Vitta foi formulado especificamente para mulheres 40+ que querem resultados reais. Acelera metabolismo, suprime apetite e aumenta energia.

✓ Frete grátis ✓ 100% natural ✓ Resultados comprovados
Comprar Mounjaxi Vitta Agora

Continue lendo sobre saúde e bem-estar

Explore nossos outros artigos para aprender mais sobre como cuidar da sua saúde após os 40 anos.

Ver todos os artigos